Descrever é limitar, e se tem uma coisa
que é impossível de se fazer é limitar o Whatever, quanto mais descrevê-lo. Ele é autêntico, ousado, antiquado,
ultrapas-sado, maluco, totalmente descontrolado, muito bem
comportado... Whatever é o que quer que você queira que ele seja! Mas eu prefiro
dizer que ele é simplesmente destrambelhado. Ou ilimitado. What
ever!
a dona /Stéphanie
Fernandes
Descendente de italiano casa-se com um
descendente de português. O resultado? Eu. Uma excêntrica adolescente brasileira, desfrutando os seus
recém-adquiridos dezessete anos, descrevendo o mundo à sua volta com um olhar
crítico - ou não - nesse pedacinho do mundo virtual. Conselho para o leitor: se
eu começar a falar besteira demais, me defenestre imediatamente!
Eu estive longe por um tempinho, eu sei. Minha desculpa dessa vez? Eu estava pensando num post especial, num tema que eu sei discutir. Qual? Já parou pra pensar quantas pessoas você viu na rua que tem o mesmo corte de cabelo que uma atriz da novela das oito? Ou uma pessoa que fala as gírias que ouviu na Malhação? Ou que usa o mesmo estilo de roupa que certa atriz de uma novela mexicana? Sério! Isso é manipulação de mentes! A Rede Globo, a Record, o SBT, todas são manipuladores mentais. Quero dizer, a TV não deveria se chamar “TV”, deveria se chamar “CMC” – Controlador de Mentes Caseiro. Sério, as propagandas de venda de televisores deveriam dizer mais ou menos assim: “Nova Controladora Mental da Sansung! Linda e moderna, comprem uma e fique que nem um retardado olhando pra tela por duas horas e você vai desejar ser como a Ana Paula Arósio!” Quero dizer, o povo brasileiro não deveria ser um povo com idéias próprias? Pois parece que ninguém mais pensa assim. Ora essa, estão todos copiando tudo que vêem na televisão. É ridículo. Onde está o nosso orgulho? Estamos perdendo a nossa originalidade. Sem contar, claro, no controle de padrão de beleza. Somos escravos em nossas próprias casas. Sofremos lavagem cerebral todos os dias e, o que é pior, deixamos e apoiamos isso - pelo menos, a maioria de nós. Estamos perdidos.
É, eu sei, eu não escrevi do mesmo jeito que eu costumava escrever, mas é que eu to revoltada hoje.
Beijomeliga! ;*
24.8.08
Juro solenemente que não pretendo fazer nada de bom
O que eu posso dizer em minha defesa? Nada, na verdade. Não me defendo dessa acusação. Qual? De ser uma inútil! Ora, eu sou... Em partes. Quero dizer, nos quarenta e cindo do segundo tempo que eu decido começar a criar vergonha na cara pra estudar e passar no vestibular? Fala sério... O que eu tenho na cabeça? Titica de galinha! Só pode. Pior: eu vou prestar FUDEST. AAAAAH! *arrancando os cabelos*. Pra quê raios? Acho que é pra eu não me sentir uma idiota enquanto todas as minhas amigas também vão prestar. Ou porque eu quero mesmo é ver como eu vou me sair em dia de vestibular – eu aposto que eu vou ter uma crise de choro, e vocês? Vou iniciar uma votação. Quem aposta que eu choro no dia do vestibular? Resultados no próximo post.
Não sou eu mesma nesse post, não é? Deve ser porque eu to um pouquinho estressada com esse urubu acima de mim! ¬¬
O post de hoje começou, na verdade, há mais de uma semana. Quero dizer, o assunto. Minha mãe e eu somos fascinadas pelos filmes da Disney, principalmente os clássicos. Sabe, A Bela e a Fera, O Rei Leão, A Bela Adormecida, esses clássicos que as crianças de hoje em dia nem passam perto – o quê eu acho um A.B.S.U.R.D.O., sendo que eu fui criada com esses clássicos, e a minha priminha de sete anos nunca ouviu falar em Cinderela. Quero dizer, ela já assistiu o desenho, claro, mas só por que eu fiz a coitada da menina sentar na frente da televisão e assistir comigo. Que tipo de adultos estamos criando, me digam? Se o que as crianças de hoje só assistem aquelas inhacas de coisinhas estranhas com cinco pernas e se dizem desenhos animados educativos. Quero dizer, não foi pra isso que os Irmãos Grimm se mataram para escreverem as histórias! E, contradizendo muitas pessoas que acham que esses filmes têm mensagens subliminares, Walt Disney não queria de maneira nenhuma que as crianças saíssem por aí chutando e batendo umas nas outras porque viram em um desenho ridículo que passou na TV Globinho – isso é, aquele desenho daqueles negócinhos azul e rosa, qual é mesmo o nome?
Não! A infância está perdida. Antigamente, os desenhos da Disney eram os desenhos animados. Quero dizer, com conteúdo educativo, com palavras novas que enchiam os vocabulários das crianças – ou vocês acham que eu falo difícil assim por causa da minha professora de gramática? Eu nem presto atenção nas aulas dela! É claro que os livro que eu leio ajudam, mas o post não é sobre os livros (quem sabe o próximo), mas sobre os desenhos animados da Disney. – Ora, sejamos razoáveis: quantas crianças hoje em dia sabem cantar a música da Ariel, ou da Pocahontas, ou da Bela e a Fera? Não! Ora, a enteada da minha tia me perguntou se “Mulan” era um doce! Eu quase quebrei a cara da menina – só não fiz isso porque ela tem oito anos.
Matando de raiva todas aquelas pessoas que acham que os filmes da Disney são satânicos e que passam mensagens subliminares de sexo e homossexualismo, eu acho que devemos sim mostrar os clássicos da Disney para a nova geração. Afinal, porque toda a criança tem que saber quem são Mushu, Linguado, Lumière, Fauna, Flora, Primavera, Jack-Jack, Smee, Mestre Gato, Cruela DeVil, Dunga, o Grilo Falante, Merlim, Baguera, Iago, a Margarida e o Flor! Não me esquecendo, nunca, do Timão e do Pumba!
(Virou tradição: todo post, desde o último, eu dedico há algumas pessoas!)
À Dani, que sempre amou o Mickey e muitos outros e me ajudou a escrever esse post.
À Raisa, que fica gritando “DEVE ME CHAMAR DE SENHOR PORCO!” junto comigo no MSN.
À minha mãe, que ama esses clássicos.
À Carol, porque já está na hora dela aparecer em São Joaquim e se ela não vier, eu vou lá em Uberlândia busca-la!
À Raysa, minha irmã, que achou a Bela Adormecida no YouTube pra mim.
E aos Irmãos Grimm, que, sem eles, esse post não existiria! Muito menos, sem o Walt!
4.7.08
Eu tinha escrito um texto, uma história – ridícula, diga-se de passagem – pra postar hoje. Mas ficou simplesmente horrível, então eu desisti.
Então, sobre o que falar?
Eu queria escrever alguma coisa sobre o que tem acontecido comigo, mas a minha vida é um tédio. Então, pensei em escrever algo sobre o que tem acontecido no mundo. Só que eu ando no mundo da Lua, então, não sei de assuntos da atualidade. Pensei em escrever sobre o tema da última prova de redação. Até que é interessante, mas eu não queria estrear meu novo lay lindíssimo com um post pesado.
Só pra encher espaço aqui, eu assisti esse filme na última vez que eu fui ao shopping, uns dois ou três fins de semana atrás, e, como tinha ocorrido desde o primeiro filme da saga, eu me apaixonei. E não somente pelo Ben Barnes e pelo William Moseley (Caspian e Peter, respectivamente), que, diga-se de passagem, estão uns gostosos muito charmosos.
Enfim, dedico o lay à Rah. Afinal, entre outras coisas, ela está sempre disposta a discutir os livros que ambas lemos – ou que ela lê e depois me conta o final.
E também à Dani. Por quê? Bem, porque ela merece – e não, eu não estou puxando o saco dela só porque ela é a minha melhor amiga e uma das mais cê-dê-éfes da minha turma, e senta na minha frente. Mas porque ela é uma das poucas pessoas que me aturam!
4.6.08
“Que você tem?”. “Você tá bem?”. “Você parece meio abatida...”.
Claro que eu pareço meio abatida. A semana toda andando para e para cá, subindo e descendo escadas, indo e voltando do centro da cidade, como se espera que uma pessoa fique? Ficarei muito feliz quando esse trabalho todo terminar. Ou seja, quando o ano terminar. Bom, feliz em partes.
Não que eu não esteja me divertindo fazendo várias coisas para a minha formatura e outros assuntos que descendem do mesmo, mas a realidade desses eventos é cruel. Sim, formaturas são para comemorar a passagem de um ano de estudos, de glórias e derrotas, elas são realizadas para celebrar o fechamento de um ciclo na nossa vida, a abertura de outro. Mas, será que eu quero que esse ciclo da minha vida termine?
É estranho como você se acostuma a ter certas pessoas à sua volta todos os dias. Você as vê, conversa com elas sobre os mesmos assuntos que teve no dia anterior, riu das mesmas piadas de semana passada, brigou com a mesma garota metida à gostosa da sua turma. Isso vira uma rotina, monótona por vezes, mas que vicia. Pois, qualquer feriado prolongado você sente falta dessas pessoas – bem, de algumas, pelo menos.
E eu... Bem, eu sou muito dependente das pessoas. Minhas amigas sabem disso. E eu não sei o que vai ser de mim quando esse ano acabar. Pois, passando ou não de ano ou em qualquer vestibular, eu não vou vê-las mais com freqüência. Até mesmo posso perder contato com elas de vez. O que fazer, então?
Já sinto um vazio enorme em mim causado simplesmente pela minha existência, não quero que ele se alargue por eu estar completamente sozinha mais uma vez.
22.5.08
Peguem seus livros de Filosofia e RASGUEM! Pois a arte de filosofar acaba de ser inovada.
Depende.
Porque o mundo precisa inovar as suas teorias!
Bom, depende.
Acaba de nascer as filosofas da Nova Era!
Hmm... Depende.
Entenderam a nova teoria filosófica?
A Teoria do Depende!
Pois tudo é relativo! Tudo depende!
A Teoria Dependista foi criada numa tarde de quinta-feira, enquanto eu e a tarada do Melocotón discutíamos Heréclito e Plutão - engraçado como nossas conversas são profundas!
Aula de inglês:
Teacher: Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?
Tety: Depende.
Teacher: De quem vocês gostam mais, Hannibal ou Jack Sparrow?
Tety: Depende.
Teacher: Tudo depende pra você?
Tety: DEPENDE!
Dani: Ah, eu amo essas esrelinhas que brilham!
Tety: Eu também!
Dani: Será que tem Plutão?
Tety: Não sei não...
Dani: Plutão é o meu país favorito no mundo todo!
Tety: O que tinha no seu milk-shake?? oO
13.5.08
Por mim, eu não faria isso. Não sou do tipo de garota e faz uma lista, ou coisa parecida. Mas achei isso divertido e inofensivo e pensei: por quê não?
The rules: 1° - A pessoa selecionada deve fazer uma lista com 8 coisas que gostaria de fazer antes de morrer.
2° - É necessário que se faça uma postagem relacionando estas 8 coisas, não importando o que seja, é necessário que a pessoa explique as regras do jogo.
3° - Ao finalizar devemos convidar 8 parceiros de blogs amigos.
4° - Deixar um comentário no blog de quem nos convidou e nos nossos convidados, para que saibam da intimação.
The list: 1° - Aprender a tocar algum instrumento - violão de preferência.
2° - Ir à Europa sozinha.
3° - Escrever um livro - épico, obviamente! Tenho mais criatividade pra isso do que pra qualquer outro tipo de livro. E biografia nem pensar! Minha vida é um tédio!
4° - Fazer uma tatoo - que tenha um signifado enorme para mim, claro - e colocar um piercing - lugar ainda a decidir.
5° - Ter um negócio só meu - um restaurante, um spa, uma agência de namoros, um criadouro de labradores, uma loja, o que quer que seja, mas que seja MINHA!
6° - Viver um românce digno de Hollywood - mas com os homens de hoje, acho meio impossível. Mas sonhar não paga imposto!
7° - Ter dois filhos, um menino e uma menina e criá-los como eu não fui criada - sendo amiga deles e não mãe! Vou ser uma Lorelai da vida *-*. Mãe solteira? Uéééé, por quê não?
8° - Juntar todas minhas amigas de infância e adolescência em uma festa de arromba quando todas tivermos mais de trinta anos - nada como manter a amizade viva para sempre!
Indico... Ah, quem quiser fazer a lista, que faça!
Eu recomendo!
8.5.08
Eu ando sem imaginação pra posts ultimamente, então pensei em colocar um outro vídeo, de um dos melhores filmes que eu já vi!
Enjoy!
23.4.08
Cheguei a conclusão de que eu devaneio demais. E isso me deixa deprimida! Pois chego a conclusões com os meus devaneios que me deixam... Ham... Hum... Pensativa, por assim dizer.
Hoje, por exemplo. Eu me redescobri. O que é pior, descobri que eu ainda tenho sonhos românticos - reneguei o romance da minha vida há tempos, quando descobri que a vida é mais plena e feliz quando se está sozinho e não sofrendo por causa de alguém (e sim, eu já sofri por alguém, por incrença que parível). Culpa do meu pai: ele só faz a vida das pessoas à volta dele um inferno. E de afins, que eu não estou a fim de comentar.
Voltando ao assunto principal, estava eu, linda, maravilhosa, toda glamurosa - quem vê, pensa que eu sou tudo isso mesmo... to mais pra Betty a Feia - caminhando ao lado da Bel, quando o assunto se vira para homens, sabe-se lá em que momento na nossa conversa - que, acreditem, dura duas horas sem intervalos para comerciais. Ela comentou que gosta de receber flores e que gosta de dar flores para os namorados dela. Mas, não, ela ainda não é mais doida que eu. E, observem a tragédia, eu disse que amaria receber um buquê de rosas a qualquer hora do dia, em qualquer dia do ano.
Realmente, esse é o sonho de qualquer garota que se preze, mesmo as mais "machas". Elas também derretem com flores. O problema é que os homens de hoje só se importam em "catar mulher". É raro encontrar um alguém que nos ligue no meio da noite porque está com saudades de ouvir nossa voz, ou que chegue na nossa casa no meio do dia com uma flor roubada de um jardim, dizendo que a viu e pensou que a flor nos resumia. Onde foram parar os homens românticos? Onde estás tu, ó Romeu, com tuas poesias e caixas de chocolate?
Sumiu no meio da "dança do créu", só pode!
Em algum lugar da história erramos na criação de nossos filhos. Isso que dá deixá-los assistir novela das nove! E ouvir funk!
Porque nenhum homem da nossa geração tem a capacidade de escrever uma Marília de Dirceu para a garota amada! Duvido até que conheça Camões - E não, eu não estou dizendo que foi Camões que escreveu Marília de Dirceu!
O que eu quero dizer é que a nossa geração está perdida. Completamente. Os românticos são uma espécie em extinção.
CARA, EU TENHO QUE PARAR DE ANDAR COM A BEL! Esses pensamentos estão
contradizendo meus princípios independentes.
Eu preciso tomar um porre depois dessa...
21.4.08
Para os sãopaolinos de plantão, apenas uma coisa a dizer....
Essa foto não tem preço!
Feliz feriado de Bambis Tristes pra vocês!
Beijos!
18.4.08
Post completamente inútil, indo somente pro ar pra estrear o novo lay. Feito por mim! *-*
Sendo o meu primeiríssimo lay, até que está bom, né?
Hasta!
16.4.08
Eu precisava postar isso!
Sem muita criatividade para posts esta noite, mas eu queria postar alguma coisa. Bom, there it is!
Volto por esses dias com um post decente. Prometo. Eu acho. Desconsiderem o "prometo". Eu nunca cumpro o que eu prometo!
12.4.08
Palavras. Palavras que formam frases. Palavras que te fazem rir, te fazem chorar. Palavras inúteis, palavras que significam tudo. Palavras que cantam músicas, que contam histórias. Palavras do coração, palavras da mente. Palavras bonitas, palavras compridas. Palavras enfeitadas, palavras enfeitiçadas. Palavras que machucam, que curam. Palavras que saem sem pensar, palavras ditas com cuidado. Palavras ao dia-a-dia. Simplesmente palavras que formam nossas vidas.
As palavras nos fazem, nos rodeiam, nos confortam e nos prejudicam. Existem duas palavras que quando juntas, elevam as pessoas à níveis inimagináveis. Tais palavras que nunca me foram ditas. Palavras que nunca me serão ditas. Mas, nem por isso, elas deixam de fazer parte do meu vocabulário.
Eu as digo todos os dias à quem merece ouvir.
À Dani, Máx, Bia, Lari, Carol. Amo vocês.
Para onde quer que a vida nos leve, nunca vamos nos esquecer umas das outras. Porque somos amigas. As melhores que existem.
Nunca se esqueçam de mim, meninas.
Não, eu não vou me matar. Mas simplesmente bateu vontade de dizer essas palavras às elas que me acompanharam. E não quero esquecê-las com o passar dos anos. Nem vou.
28.3.08
AAAH, SOCORRO! Eu não escrevo nesse blog desde fevereiro? oO. Que absurdo!
Realmente, um A.B.S.U.R.D.O. Segundo o meu lindíssimo dicionário que não presta pra nada, absurdo quer dizer "contrário à razão, ao bom senso". Sabe que eu concordo? É completamente o contrário do bom senso os professores quererem que a gente decore ONZE apostilas, com sete matérias, quatro ou cinco frentes cada uma, seis aulas cada frente, pra fazer uma pova absurda que vai decidir se vamos ou não ter o futuro que queremos. Quero dizer, a Fuvest tá pedindo demais da minha capacidade mental - não que eu vá prestar Fuvest, mas é que é o exemplo mais clássico; pode ser i ITA se vocês preferirem (coisa que eu penso em fazer qualquer uma dessas duas >.<).
O que eu estou tentando dizer é que, simplesmente, querem nos matar de tanto estudar. Hey, alguém avisou o pessoal do vestibular que o dia não tem trinta horas para serem gastas pelos alunos? Não que eu seja bitolada nem nada, mas é que o meu horário já anda apertado sem eu ficar horas debruçada em um caderno estudando, imaginem se eu o fizesse! Eu estudo, sim, claro, mas só quando necessário. Eu sei que assim eu sequer passo de ano - quanto mais em um vestibular - mas é o meu jeito. Mas, afinal, eu tenho amigas que passam de cinco a seis horas estudando, e elas já estão arrancando os cabelos. Ou estão chegando lá. E eu, mais do que qualquer pessoa, quero que elas se deêm bem. Por isso eu to fula com a Fudest (verbete inventado pela minha irmã - Oh!. Resume tudo, né?).
Além desse urubu voando acima de nossas cabeças, tem a pressão de escolher que curso se quer fazer.
Tem curso pra hippie? Porque, se tiver, já me inscrevo HOJE. Tenho certeza que nisso eu vou me dar bem.
Claro que eu tenho opções. Como letras - não é a melhor... -, tradução de intérprete - é uma boa, tirando o fato que vou ter que contratar uma intérprete pra poder traduzir o que eu falo pra ambos, porque eu falo tudo enrolado de vez em quando -, jornalismo - nhaaa, sem nada a dizer sobre esse curso - veterinário - não passo nem na porta, mas não custa tentar -, relações exteriores, - vai dar merda isso... -, entre outros. Sinseramente, eu não sei o que eu vou prestar.
Tecnicamente, eu não presto pra nada!
Tenho que correr. Já já a Bel chega e eu nem troquei de roupa para irmos fazer aquela caminhada esperta pra tirar o estresse do dia. Se bem que eu to com uma preguiça de ir...
Atra gülai un ilian tauthr ono un atra ono waíse sköliro frá rauthr!
X O X O
- Malfeito feito.
*CRACK*
(Sem comentários.)
8.2.08
Ela deita-se na cama, pegando o seu bicho de pelúcia favorito no meio do caminho e o abraça com força. Ela chorava. Silenciosamente. A sensação de vazio tomava conta dela há tempos. Queria sumir, desaparecer da face da Terra, pegar uma mala em cima do guarda-roupa, colocar tudo que lhe pertencia ali e sair daquele lugar, sem olhar para trás.
Os pais não a ouviam. A irmã era uma idiota que sempre a menosprezou. As amigas a trocaram pelos namorados. E as que não trocaram, ficavam uma tela de computador longe, e como eles a haviam proibido de usá-lo, elas estavam fora de questão. As tias só falavam de seus problemas, as primas eram muito novas para entender suas palavras e a avó simplesmente estava fora de questão. A única criatura viva que a ouvia, sem se queixar, não estava por perto. Mas, claro, a cachorra não ia lhe dar conselhos. Isso não ajudaria.
A irmã entra no quarto, senta na sua respectiva cama e liga o laptop. Ela levanta a cabeça e pede para que saia. A irmã diz que está no direito, uma vez que ela era a mais velha e não era a incomodada da situação. Enxuga o rosto com raiva e sai do quarto.
Privacidade era uma coisa que ela não conhecia. Desde pequena, quando ela mais queria ficar somente consigo, alguém ia até onde ela estava e ficava por horas. O único lugar que ela tinha esse privilégio era o banheiro. Entrou ali rapidamente, passou a mão no trinco e olhou-se no espelho. O rosto estava vermelho, muito ao contrário do pálido que sempre o fora. O delineador que passara pela manhã estava na vertical, praticamente, tinha escorrido juntamente com as lágrimas. A imagem que refletia ali a fez chorar mais ainda. Tentou parar de chorar, tentou sorrir. Isso a fez chorar mais ainda. Era sozinha, e isso a incomodava. Estava cansada de ser daquela maneira, estava cansada de tudo que fazia ou fizera. Sentia-se inútil, vazia. Sentia-se mais sozinha do que jamais estivera.
Abriu gaveta por gaveta, procurando algo com urgência. Encontrou na terceira gaveta do armário do banheiro, uma pequena tesoura que o pai usava para aparar o bigode. Abriu-a ao máximo, colocou uma ponta na pele do pulso e fez pressão ali. Em segundos, sangue vermelho escorria pelo braço. Foi descendo a tesoura pelo pulso, fazendo um corte não muito fundo ali, mas era o suficiente. Baixou a tesoura e olhou o mais novo machucado. Um rasgo, por assim dizer, fora o resultado. Seu sangue escorria do braço para a pia do banheiro, que passou de mármore para rubro em questão de segundos. Respirou fundo. Puxou a toalha de rosto do suporte e enfaixou o braço machucado nela, estancando o sangramento. Abriu a torneira com a mão ilesa e deixou a água corrente lavar onde ela sujara.
Dor supera a dor. Ela sentia-se melhor. A dor do ferimento em seu braço a fez sentir-se viva, a fez ter ciência que ainda existia. Limpou a tesoura e a colocou aonde a encontrara. Jogou a toalha manchada no cesto de roupa suja. Duvidou que notassem o sangue - a toalha era cor de vinho. Também, eles não notariam nada de estranho de qualquer maneira. Qualquer coisa passava batido, uma vez que eles só se importavam com dinheiro que ganhariam naquela semana. Lavou o rosto, passando mais uma vez o delineador. Abriu a primeira gaveta do armário mais uma vez e tirou algumas de suas pulseiras favoritas. Colocou-as no braço para disfarçar o corte.
Antes de sair do banheiro, deu uma última olhada no espelho. Deu um sorriso, um sorriso falso, mas que todos engoliam facilmente. Ótimo, pensou. A máscara que usava todos os dias, mais uma vez, iria disfarçar sua dor. Suspirando uma última vez, apagou a luz e saiu, fechando a porta ao passar.
Não resisti em escrever uma historinha no meu primeiro post. Espero que não esteja assustador demais!
Volto logo com a continuação dela.